O Telegram é como o WhatsApp, só que com mais recursos. O app é mantido por uma organização sem fins lucrativos com sede em Berlim, tem o código-fonte aberto e auditado por terceiros, e muitas funções que o WhatsApp ainda não oferece, dos supergrupos com até cinco mil (!) pessoas, passando pelo envio de quaisquer arquivos com até um gigabyte, robôs que interagem e assistem o usuário ou um grupo, e os canais, uma forma de fazer broadcasting pela plataforma.

Outra vantagem comumente destacada é o fato do Telegram ser multiplataforma e armazenar as mensagens na nuvem. O WhatsApp, pelo menos publicamente, alega que não guarda as mensagens trocadas pelos usuários. Assim que são entregues ao devido smartphone do destinatário, em seguida elas são apagadas dos servidores da empresa. Isso, além de atravancar pedidos de conversas da justiça, também impede que se utilize o WhatsApp em mais de um dispositivo ao mesmo tempo. O WhatsApp Web, que ameniza essa situação, nada mais é que um espelho do smartphone — tanto que esse precisa estar ligado e conectado para que a interface web, no computador, funcione.

Com o Telegram, não. Ele oferece vários apps, para diversas plataformas, oficiais e criados por desenvolvedores terceiros — o brasileiríssimo ZapZap, por exemplo. Como as mensagens são guardadas na nuvem, alguém que use o Telegram em dois ou mais aparelhos consegue ver todas elas, sincronizadas em tempo real. Por mais proteções que haja nesse sistema, isso dá margem para acessos não autorizados (ou autorizados, pela justiça, mas indesejados pelo usuário).

Para esses casos o Telegram oferece uma via alternativa chamada Chat Secreto. É ela que nos interessa.

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