Nos Estados Unidos e no Brasil a justiça tem esbarrado na criptografia de sistemas domésticos, gratuitos e populares durante a coleta de provas em ações criminais. Do iPhone ao WhatsApp, a garantia é de que tudo o que é seu está protegido — dos segredos mais sórdidos a provas criminais, mas também as fotos de família e as conversas sem rumo nos grupos de bate-papo. E, apesar dos entraves com a justiça, que são totalmente passíveis de discussão, no geral isso é bom e toda essa privacidade, fácil e acessível, deve ser celebrada.

Mas há um passo além que pode ser dado por aqueles que se preocupam muito com privacidade ou que tenham que lidar com assuntos mais sensíveis ou, se expostos, vexatórios e até incriminadores. Ele atende pelo nome de Telegram. Se você nunca teve a curiosidade de explorar o potencial de segurança desse app ou sequer sabe do que ele é capaz, continue comigo.

O Telegram, app de bate-papo criado pelos irmãos russos Pavel e Nikolai Durov, oferece camadas extras de proteção na troca de mensagens via Internet. O recurso chama tanto a atenção que alguns políticos de Brasília, como Marco Maia (PT-RS) e o ex-ministro Gilberto Carvalho, já aderiram ao serviço. Políticos do estado da Califórnia, nos EUA, também recorrem ao Telegram a fim de manter conversas fora de registros públicos. Não espanta essa movimentação, dadas as funções que o Telegram oferece, em especial a do Chat Secreto.