A Inteligência Artificial (AI) parecia uma pretensão de um futuro distante, mas atualmente está nos jogos de computador, no aplicativo de transporte coletivo e nas mais sofisticadas geladeiras. Até as crianças conhecem o termo: “a AI desse jogo está muito ruim”, reclama o primo quando o goleiro automático toma um gol incrível no Fifa.

Tudo bem, você conhece esse termo, mas sabe, por exemplo, o que é Machine Learning?

Esses termos podem parecer meio complicados para quem não está familiarizado. Mas calma: essa descoberta será tranquila. Vamos explicar!

O sistema aprende com você

A base da ideia de “machine learning” é: **você dá os dados para o sistema e ele aprende a prever cenários. **Essa é uma diferença crucial em relação à inteligência artificial.

O conceito de “inteligência artificial”, por sua vez, é de que **a máquina executa uma tarefa concebida pela mente humana. **Por exemplo: você quer colocar um filtro de cartoon em uma imagem. Aciona a “inteligência artificial” do programa de software que, através de cálculos e padrões preestabelecidos, cria uma imagem de cartoon a partir de uma foto.

Da mesma forma, quando você pesquisa sobre Van Gogh no Google, a “inteligência artificial” mostra os dados na internet, considerando o que você digitou. A AI clássica é isso: um executor perfeito das tarefas que os humanos constroem.

A machine learning é um avanço: e se o computador aprendesse, por meio dos dados entregues a ele, que você quer fazer uma imagem de cartum usando uma foto – antes de apertar qualquer botão?

E se o sistema de buscas soubesse que você quer pesquisar sobre Van Gogh? Ele pode ter coletado os dados por meio de um museu que você visitou, de uma conversa que ouviu, ou mesmo de uma troca de mensagens com um chatbot.

No conceito de machine learning, a máquina adivinha o que você quer. **Ela aprende a executar a tarefa, sem ser programada para isso. **

Assim como o algoritmo do Facebook “aprende” o que você gosta, considerando os posts que visualiza, curte ou compartilha. Assim como o aplicativo de entrega de comida “aprende” o momento em que você quer pedir um jantar, analisando o horário que você normalmente faz seus pedidos. Esses são exemplos cotidianos de machine learning.

Machine Learning na sua empresa

Certo, você aprendeu o conceito. Agora, como lucrar com isso?

Bem, em primeiro lugar, observe que** isso está a seu alcance. **Ferramentas como os chatbots, por exemplo, possuem inteligência artificial: elas pegam dados que você estrutura e transformam em padrões para uma conversa com clientes.

O chatbot oferece também um precioso valor de “machine learning”. Isso porque os dados coletados com ele podem ajudá-lo a prever os desejos e necessidades do seu cliente – e, assim, melhorar as vendas e os negócios.

Exemplo de Machine Learning em uma empresa

Digamos que você é dono de um mercado de bairro e faz serviços de entrega. Você estrutura um formulário que “ensina” um sistema automatizado a conversar com as pessoas. O cliente é João, 35 anos, farmacêutico.

Você programou o chatbot para obter as seguintes informações: nome, idade, profissão, moradia, produtos que levou, o que costuma comprar no mercado e os horários que prefere ir ao estabelecimento.

Isso é inteligência artificial. Você programou um chatbot que, utilizando os métodos da AI, faz uma conversa com seu cliente.

Com isso, descobriu que o farmacêutico João mora a 200 metros do mercado e levou, na segunda-feira, frutas e verduras; costuma comprar esses produtos no seu mercado e faz isso porque gosta de vegetais fresquinhos e orgânicos. Ele frequenta seu comércio às 19h, quando sai do trabalho.

Agora, vamos evoluir para a parte do **machine learning. **

Os dados coletados anteriormente foram para um formulário. Neste formulário, estão 20 clientes como João. Eles são muito diferentes entre si, mas costumam comprar frutas e verduras perto das 19h e preferem seu mercado porque sabem que elas estão fresquinhas nesse horário.

Através da ideia de “machine learning”, o chatbot desse mercado pode estar programado para disparar uma mensagem pelo WhatsApp para todos esses 20 clientes, perto das 19h, dizendo:

“Olá! Acabaram de chegar frutas e verduras fresquinhas aqui no mercado. Hoje, temos uma nova carga de ameixas orgânicas. Quer experimentar? Se não gosta de ameixas, temos outras ofertas.”

Ou seja: você utilizou um processo de inteligência artificial para ensinar o seu sistema qual é o comportamento de um cliente. Isso é “machine learning”.

Em breve, essa mesma ferramenta poderá coletar outros dados do seu cliente e ajudá-lo a ampliar suas opções de compra, além da habitual procura por verduras e legumes.

Incrível, não é? O que você está esperando para começar a vender mais?

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